20 abril 2009

Emília Ferreiro: Educação e Mudanças

Emilia Ferreiro pode ser considerada uma revolucionária da alfabetização. Psicolingüista de origem argentina vem estudando o processo de aquisição da leitura e da escrita. Há cerca de vinte anos, causou polêmica ao explicar como as crianças aprendem, propondo a substituição das cartilhas pela utilização de textos variados, como livros, revistas, jornais, calendários e agendas.


Estudiosa dos sistemas e das tecnologias de escrita, Ferreiro acredita que o significado de saber ler e escrever muda conforme o tempo e as transformações na sociedade. Desde a Grécia clássica até os dias de hoje o seu significado vem se modificando, pois o que se espera do leitor são determinados socialmente. Atualmente, com o advento da internet muitas coisas mudaram. Segundo a pesquisadora, “o trabalho na internet exige rapidez na leitura e muita seletividade, porque não se pode ler tudo o que está na tela”.


Além disso, com a globalização, ela acredita que, ao mesmo tempo em que a cultura global tende para uma homogeneização atrelada sobretudo à utilização da língua inglesa, existe também o movimento inverso, pois as pessoas manifestam o desejo de manter a sua cultura, a sua identidade. Por outro lado, outra questão é posta, as crianças e adolescentes aprendem com muito mais facilidade essa nova tecnologia e hoje ensinam muitos professores a melhor maneira de utilizá-las. Para Ferreiro, atualmente “a possibilidade de uma relação educativa realmente dialógica é fantástica”.


Sobre a educação no Brasil, Ferreiro acredita que houve transformações, sobretudo àquelas ligadas à montagem de turmas homogêneas, uma antiga obsessão das escolas brasileiras. Para ela é preciso entender que os estudantes mudam constantemente e que uma turma agora homogênea pode estar completamente diferente em pouco tempo. É necessário levar em conta os ritmos individuais e as etapas de desenvolvimento de cada criança. Particularmente na alfabetização, os ritmos individuais permitem que se classifiquem as crianças como pré-silábicas, silábicas e alfabéticas. Este enfoque possibilita a visualização do progresso individual na aprendizagem de cada uma. Segundo a psicolinguista, “a idéia de que eu, adulto, determino a idade com que alguém vai aprender a escrever é parte da onipotência do sistema escolar que decide em que dia e a que horas algo vai começar. Isso não existe. As crianças têm o mau costume de não pedir permissão para começar a aprender”.


As idéias propostas por Emilia Ferreiro realmente vieram mudar e continuam mudando a forma de pensar a educação e a alfabetização de nossas crianças. Os enfoques dados por ela nos provam que o processo de ensino-aprendizagem é dinâmico, muda conforme o tempo e conforme as necessidades das sociedades. Novas descobertas apareceram e com certeza outras aparecerão graças aos pesquisadores da educação e ao desenvolvimento tecnológico. No Brasil de 1985, quem poderia afirmar que as cartilhas eram modelos fracos de alfabetização? E por outro lado, naquela mesma época quem iria dizer que futuramente um bate papo ou troca de cartas poderiam acontecer de forma virtual? É necessário estarmos sempre revendo nossos conceitos sobre educação e, muitas vezes, aprendendo tudo de novo.

11 abril 2009

Refletindo sobre a Desigualdade Social

Às vezes fugimos de um lugar, mas acabamos encontrando as mesmas respostas em lugares diferentes.


08 abril 2009

Práticas Pedagógicas e Realidade Social

Há alguns anos, trabalhando com o tema da cultura indígena, propus a um grupo de alunos da 5ª série que fizesse uma pequena pesquisa. Eles deveriam perguntar, em casa, qual o local de nascimento, profissão e a ascendência de seus pais e avós, anotando tudo no caderno.

A proposição da atividade foi extremamente formal e na semana seguinte poucos trouxeram as respostas. Fiquei decepcionado uma vez que se tratava de uma coisa simples de se fazer. Porém, senti que os alunos não queriam expor seu passado e sua vida familiar. A grande maioria era descendente de negros, indígenas e nordestinos e carregava o peso do preconceito em seu dia-a-dia. Conversei com a turma a respeito desta questão, buscando mostrar a importância que todas as culturas possuem para a formação do povo brasileiro. Procurei levantar a auto-estima de cada um e mostrar que não é vergonha ser descendente de uma ou de outra “raça” (1).

(1) Morin vê a sala de aula como um fenômeno complexo que abriga uma diversidade de ânimos, culturas, classes sociais e econômicas, sentimentos... Um espaço heterogêneo e, por isso, o lugar ideal para iniciar essa reforma da mentalidade que ele prega. Cristiane MARANGON, Eduardo LIMA. Os novos pensadores da educação.HTTP://revistaescola.abril.com.br. Acesso em 23/02/2009.

Quase ao final da aula, uma aluna trouxe uma foto de sua família para eu ver. Havia a mistura de negros e índios, todos nascidos no nordeste em um clima gostoso de festa. A foto despertou tanto interesse nos outros alunos, que propus, dessa vez, que fizessem um trabalho escrito, onde responderiam as questões da atividade inicial, porém, que colocassem fotos de seus parentes. Solicitei também que fizessem pesquisas em jornais e revistas, que conversassem com parentes e vizinhos, sempre buscando encontrar o lado positivo que cada “grupo racial” possui (2). Eles deveriam fazer um relato de todas as informações que conseguissem e me entregar.

(2) O ato de educar, a ação educativa, transcende às ações dos professores e extrapola os limites físicos da sala de aula. Jorge Carlos Felz FERREIRA. Reflexões sobre o ser professor: a construção de um professor intelectual, p. 3.

Na semana seguinte houve uma profusão de trabalhos. Cada um trouxe um pouquinho de si e de sua família. Estavam ansiosos para contar o que conseguiram descobrir. Muitos relataram a presença de índios e afro-descendentes em seu meio familiar. Alguns encontraram reportagens que valorizavam a cultura quilombola e de tribos indígenas.

Confesso que foi uma atividade que me marcou muito e passou a ser um norteador de caminhos a serem percorridos durante a minha prática docente. Passei a diversificar o formato de minhas aulas, aproximar-me mais dos alunos, trabalhar com a questão da valorização da identidade de cada um. Por outro lado, percebi o quanto é importante a busca de informações através de meios diversificados: família, vizinhos, jornais, televisão, entre outros. Todos nós aprendemos que a educação não formal complementa a educação formal. Os alunos passaram a ser mais participativos, mesmo porque, eu também passei a ser mais receptivo em aulas mais dialogadas (3).

(3) Segundo Donald Schön, citado por Isabel Alarcão, quem age em situações instáveis e indeterminadas, como é o caso de quem leciona, tem de ter muita flexibilidade e um saber fazer inteligente, uma mistura disso tudo. A experiência conta muito, mas tem de ser amadurecida. Denise Pellegrini. Refletir na prática. http://revistaescola.abril.com.br Acesso em 23/02/2009.

05 abril 2009

Pluralidade Cultural: Identidade Brasileira

Segundo Marco Antonio Bettine de Almeida, podemos definir cultura como sendo “o conjunto das tradições, técnicas, instituições que caracterizam um grupo humano” (1). Sabendo que mundialmente existe uma grande diversidade de grupos humanos, podemos dizer que existe também uma grande pluralidade cultural. Particularmente, no Brasil, essa miscelânea de culturas se faz presente, tanto pela miscigenação, num primeiro momento, entre o índio, o negro e o homem branco (particularmente de origem portuguesa), quanto, posteriormente, pelo grande contingente étnico imigratório que este pais recebeu, dentre eles os japoneses, os italianos e os espanhóis. Tudo isto sem contar as diferenças culturais regionais com suas variantes de norte a sul e de leste a oeste do Brasil.

(1) Subsídios Teóricos do Conceito Cultura para entender o lazer e suas políticas públicas. Faculdade de Educação Física/UNICAMP. In: HTTP://polaris.br.unicamp.br. Acesso em 28/03/2009.

Assim sendo, nossos professores precisam estar atentos à forma como conciliar culturas tão diferentes num mesmo ambiente de interação: a escola. Como trabalhar os laços interculturais, buscando o respeito mútuo e a tolerância. O grande desafio é integrar grupos tão diversos de forma harmônica culminando para a consolidação de uma identidade nacional: A cultura brasileira.


Acredito que essa integração já exista e ela está atrelada ao esforço educativo realizado nas escolas. As culturas se misturaram e hoje podemos dizer que temos algumas características ímpares do povo brasileiro como a feijoada, o futebol e o samba. (2) Estes elementos se disseminaram tão fortemente pelos quatro cantos do Brasil que se tornaram símbolos típicos de nossa cultura. Além disso, existem outros tantos exemplos de como a mistura de culturas fez do brasileiro um povo diferenciado: Os paulistas adoram comer sushi; a música sertaneja faz sucesso nas grandes capitais litorâneas; os ritmos nordestinos estão presentes no sul e sudeste brasileiro.

(2) O samba carioca recebeu a titulação de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. In: http://www.cultura.gov.br/site/2007/11/30/aviso-de-pauta-8/. Acesso em 28/03/2009.


Mesmo que ainda existam pontualmente formas de preconceito e discriminação que precisam ser superadas através da educação, podemos afirmar que o respeito e a aceitação da pluralidade cultural são muito bem trabalhados em nossas escolas, possibilitando uma convivência mais pacífica entre as diversas culturas presentes em nosso território.

03 abril 2009

Semana Cheia de Emoções

Qual seria a nossa reação se, no dia primeiro de abril, um aluno viesse correndo dizer que estava pegando fogo na escola. Certamente, que iríamos dar risadas e mandar o aluno voltar para o seu lugar. Pois foi exatamente isso que aconteceu. Mas não era mentira. Realmente, estava pegando fogo na caixa de luz do andar de cima da escola.



Rapidamente, começamos a evacuar o prédio no andar de baixo. No andar de cima, as professoras fizeram o mesmo. Pedi ao porteiro que desligasse a chave geral. Ainda subi para verificar se tinha mais alguém e surpresa, havia uma turma em plena aula de matemática. Solicitei aos alunos que deixassem todo o material em sala e que saíssem calmamente, se é que isto era possível, e descessem todos para o pátio. Enquanto isso, a moça da secretaria, que faz parte da brigada de incêndio, já estava empunhando o extintor para fogo em equipamente elétrico e com alguns esguichos eliminou o foco de incêndio.



O corpo de bombeiros já havia sido chamado e chegou alguns minutos depois. Como o fogo já fora apagado e o prédio da escola evacuado, não precisaria de pressa para chegar. Os bombeiros foram recebidos aos brados pelos alunos. Alguns, realmente felizes por vê-los, outros literalmente cairam na gandaia. O prédio foi vistoriado e, não apresentando mais risco de fogo, voltamos à rotina normal.



Definitivamente, prevenção é sempre o melhor remédio. Em 2007, parte da equipe de professores e funcionários do Barnabé passou por um treinamento feito pelo corpo de bombeiros. Aprenderam a agir em caso de incêndio e passaram a fazer parte da nossa brigada.



Nós que trabalhamos na área da educação sabemos que alguns dos objetivos mais importantes de nosso trabalho são desenvolver habilidades e competências em nossos alunos. Durante o princípio de incêndio na escola, fiquei contente em constatar que nossa equipe possui literalmente a habilidade de apagar fogo e a competência de colocar a criançada em segurança.

21 março 2009

Nunca Desistir

No começo do ano letivo, coversando sobre o meu blog "Ok Marcelo" , com uma professora, escutei um conselho que não passa de um velho ditado, manjado e batido: "Nunca desistir".



Apesar de lugar comum, o conjunto dessas duas palavras parece possuir uma força enorme. Todos os dias milhares de pessoas as usam incessantemente. E mesmo diante de tantas dificuldades e excesso de fazeres e compromissos, essas palavras têm o poder de mudar nossa postura. Soam quase como um mantra. Hipnotizam. Como se fossem um divisor de águas, elas nos dizem: "de agora em diante, tudo que era cansaço e dificuldade já passou. Utilize suas forças para continuar fazendo o que estava fazendo e para o que deve ser feito".



Meu blog parece sorrir para as palavras dessa professora, pois resolvi retomá-lo. Sei que não será trabalho fácil, pois o acúmulo de afazeres quase que me impedem de ter de novo esse contato íntimo com o "Ok Marcelo". De qualquer forma, vou me dar uma segunda chance. Afinal de contas foi com ele que dividi todas as boas conquistas desses últimos quatro anos.



Em nome do meu Blog, agradeço a essa professora que de forma tão simples parece conseguir coisas incríveis. As dificuldades aparecem sob o ponto de vista de quem vê um fato como dificuldade. O "Ok Marcelo" é e sempre será prazer. Desabafo, de vez em quando. Mas, sobretudo, força e estímulo.


Obrigado professora e vou tocar o blog seguindo seu conselho: NUNCA DESISTIR.


Ok! Marcelo (2.009 versison).

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03 março 2008

Trabalhando com Jornais


Logo no primeiro dia de aula, em fevereiro, os alunos notaram a diferença. Havia algo de estranho. O que eram aqueles jornais? Por que deveriam trabalhar com eles? Onde estavam os livros didáticos? Por que a escola toda estava estudando daquele jeito?

Mas as coisas não pararam por aí. Professor de geografia ensinando matemática? Professora de educação artística trabalhando com leitura e interpretação de textos? Aulas de educação física em sala-de-aula? Tudo muito esquisito, não?

De ínicio, os alunos pareciam desconfiados, confusos. Alguns queriam o método antigo, outros adoraram a novidade. Alguns exclamavam: Que coisa chata!

Com o tempo, os alunos foram se acostumando e percebendo que, com os jornais, passaram a melhorar suas habilidades com cálculos e desenvolver a sua leitura e entendimento de textos. Os bons alunos tiraram tudo de letra. Muitos alunos que sempre tiveram maiores dificuldades perceberam que não estavam mais sendo deixados para trás e, aos poucos, começaram a acompanhar as aulas, coisas que não conseguiam fazer antes.

É cedo para dizer se vai dar certo ou não, mas é nítido que as mudanças estão sendo feitas. Coisas novas estão sendo testadas. Isso é muito importante na tentativa de melhorar o desempenho dos alunos.

É só o começo, mas estou otimista. Acho que, finalmente, o governo passou a olhar a educação de uma outra forma. Diferente, inovadora. Os jornais são o primeiro passo de dias diferentes na educação paulista. E, pelo que tudo indica, essa mudança está vindo para melhor.

Um ótimo ano letivo para todos!

Ok! Marcelo.
3 de março de 2008.

21 dezembro 2007

2007: Uma ano de grande aprendizagem


Ontem foi a festa de confraternização dos professores da Escola Barnabé. Como não poderia deixar de ser, a tarde foi regada por um farto almoço, com direito a chester, carne assada, farofa e, de sobremesa, um delicioso bolo com sorvete. O momento divertido do almoço ficou por conta do Karaokê e, claro, a entrega do presente de amigo secreto.

Comidas e presentes à parte, final de ano é também momento de reflexão, quando avaliamos como foi o nosso ano e relembramos o que de bom e ruim aconteceram, para já ir planejando como será o ano que está por vir.

Particularmente na Escola Barnabé, podemos dizer que foi um ano difícil. As aulas começaram com muita poeira, barulho e uma grande movimentação de engenheiros e pedreiros, ou seja, pessoas alheias ao ritmo de ensino e aprendizado. A escola passou por um grande restauro em pleno período letivo. Muitos alunos ficaram sem sala-de-aula. Enquanto alguns deles foram remanejados para o laboratório de ciências, outro grupo assistiu aula no pátio. Até os corredores, em certo momento, serviram como local do aprender e do saber.

As dificuldades foram imensas, tanto por parte dos alunos, quanto por parte dos professores. A direção, então, ficou entre a cruz e a espada. Apesar dos percalços, o restauro não deixou de ser feito e, aos poucos, a escola foi ganhando novas cores, novos pisos e até o telhado foi totalmente trocado. As portas velhas deram lugar às novas e as janelas ganharam nova pintura. Uma antiga sala-de-aula se transformou em Centro de Memória e com uma novidade, o antigo brasão da escola foi encontrado e hoje aparece como destaque nesse amplo salão.

A escola ganhou também iluminação externa. É muito bonito passar pela Avenida São Francisco durante a noite e observar o Barnabé. Atendendo à modernidade, rampas para pessoas com necessidades especiais foram colocadas. Daquele caos que parecia a escola no começo do ano, tudo se transformou. O Barnabé tem recebido frequentes visitas de pessoas que querem conhecer a escola depois do restauro. Tudo isso enche de orgulho quem fez parte da equipe de 2007. Depois da tempestade vem a bonança e, agora, estamos começando a colher os frutos.

Definitivamente, o ano de 2007 foi de grande aprendizado. Sobretudo esse, de que, muitas vezes, precisamos passar por momentos de grande dificuldades para que algo melhor aconteça. Pó, barulho e pedreiros já foram embora. E o que restou foi um ambiente de trabalho muito mais agradavel do que era antes da reforma.

06 dezembro 2007

Tarde do Sushi (Parte - II): O Preparo do Sushi


O Sushiman (profissional que prepara o suhi) Marcel explicou aos alunos que o sushi surgiu meio que por acaso. Os japoneses de antigamente tinham o costume de conservar o peixe cru entre camadas de arroz, pois na época não existia geladeira. Nesse processo, o arroz em contato com o peixe acabava fermentando. Ao se experimentar o arroz fermentado com o peixe crú, descobriu-se que era muito saboroso e assim surgiu o sushi. Na foto abaixo, alguns exemplos de sushis encontrados nos melhores restaurantes do ramo.




No decorrer dos tempos o sushi foi se transformando, incorporando novos ingredientes, como as algas marinhas, e se sofisticando. Hoje existem muitas variedades de sushis, entre elas podemos destacar o Sake Sushi (feito de salmão), o Ebi Sushi (feito de camarão), o Tekka-Maki (mini sushi recheado com pepino ou peixe), Tamago Sushi (feito de ovo de galinha), Temaki ("canudo" de sushi) e Maguro Sushi (feito de atum). Em festas de descendentes de japoneses no Brasil, podemos inclusive encontrar sushis recheados com salsicha para agradar ao paladar da criançada. Na foto abaixo, o sushiman Marcel mostra parte da grande variedade de sushis existente.




O processo de preparo do sushi passa pelas seguintes etapas básicas: Molha-se as mãos numa vasilha com água. Coloca-se a alga em cima da esteira. Molha-se a alga. Pega-se um punhado de arroz cozido e coloca-se sobre a alga, espalhando sem apertar muito. Posteriormente, coloca-se o recheio, que pode ser peixe, kani ou pepino, no centro do arroz. Depois enrola-se com cuidado a esteira, apertando-se algumas extremidades para dar um formato arredondado ao sushi. Abre-se a esteira e corta-se o sushi em vários pedaços com o uso de uma faca especial para sushi.



Depois disso é só saborear! Parece simples, não? Mas não é! Para se tornar um bom sushiman é necessário muito estudo e muita prática. Existem cursos específicos para a pessoa se formar Sushiman. Durante a apresentação do sushiman Marcel, percebemos que a técnica de preparo do sushi requer muita habilidade e leveza de movimentos, pois se fizer muita pressão, o sushi pode sair muito duro.




Outro item importante está no capricho na disposição dos sushis que vão ser servidos. Não é somente o sabor que interessa, é necessário ter cuidado com a sua apresentação. Um bom sushiman, além de preparar um sushi delicioso, precisa saber dispor o sushi com elegância, seja numa enorme bandeja em forma de barco, seja num kit-sushi, simples, mas que já atrai o interesse através do simples olhar. Abaixo, disposição dos kits-sushis feitos pelo sushiman Marcel.



Fala sério! Olhando as bandejinhas assim, dá muito mais vontade de experimentar o sushi! Você não achaa mamãe?


Tarde do Sushi (Parte I): Apresentação


No ano de 2008 será comemorado os 100 anos de imigração japonesa no Brasil. Dentro deste cenário, a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo lançou o Projeto "Viva Japão", que busca desenvolver, nas escolas de todo o estado, projetos que venham divulgar o centenário da presença da cultura japonesa em terras brasileiras. Abaixo, logotipo do Projeto Viva Japão.




Na Escola Barnabé, localizada no Centro Histórico de Santos, os professores Marcelo Suwabe (Geografia) e Mônica Penha (Matemática) desenvolveram o Projeto "Tarde do Sushi". Este projeto teve o objetivo de levar, aos alunos do Ensino Fundamental, o contato com um pouco da rica culinária japonesa. Através das técnicas de preparo, dos ingredientes diferenciados, dos modos e costumes de saborear e manusear o sushi, os alunos puderam se familiarizar com parte da vasta cultura nipônica. Tal cultura que passa a se tornar presente no Brasil graças à vinda dos primeiros imigrantes japoneses e ganha contornos verde-amarelos, graças ao sincretismo que os descentes fizeram com a própria cultura brasileira. Na foto abaixo, Prof. Marcelo, Profª Mônica e Sushiman Marcel.




Os primeiros imigrantes japoneses chegaram ao Brasil no dia 18 de junho de 1908 em um navio chamado Kasato Marú. Vindos inicialmente para trabalhar na lavoura do café, sobretudo no interior do estado de São Paulo, os imigrantes japoneses e seus descendentes começaram a se espalhar pelos vários cantos do Brasil, ocupando espaço nas diversas camadas socioeconômicas brasileiras. Os descentes dos imigrantes japoneses continuam participando até os dias de hoje ativamente do desenvolvimento brasileiro, contribuindo, através das artes, da política, da educação e tantas outras atividades, para enriquecer a cultura desse imenso Brasil. Na foto abaixo, o navio Kasato Maru.



Uma imigrante japonesa que se tornou destaque não somente no Brasill, mas no mundo todo, foi a artista plástica Tomie Ohtake, cujas obras são apreciadas em exposições dos principais museus nacionais e internacionais. Os alunos do Ensino Fundamental puderam, a partir de pesquisas na internet, entrar em contato com algumas obras dessa artísta. A partir de então criaram seus próprios desenhos que foram expostos durante a Tarde do Sushi. Foto abaixo, Tomie Ohtake, artista plástica.



Para ensinar o preparo do sushi, a professora Mônica Penha convidou o sushiman Marcel do Restaurante Sea House de São Paulo. Marcel explicou para os alunos um pouco da História do sushi, seus ingredientes, técnicas de preparo e curiosidades sobre esta iguaria tão típica japonesa.

Abaixo seguem fotos e mais textos explicativos de todas as etapas que fizeram da Tarde do Sushi, uma tarde muito agradável, onde informação e experimentação se somaram para se transformar em conhecimento e aprendizado.

Ok! Marcelo (06/12/07)



A Tarde do Sushi (Parte - IV): Vídeo - Preparando o Sushi

O vídeo abaixo apresenta parte da performance do sushiman Marcel durante a Tarde do Sushi.


Tarde do Sushi (Parte - III): Ingredientes e Utensílios


Ingredientes para o preparo do sushi:


  • Arroz japonês (arroz cateto);
  • Peixes cortados em filé, podendo ser salmão ou atum, entre outros;
  • Alga marinha (nori);
  • Kani Kama (feito de carne de caranguejo);
  • vinagre de arroz;


Utensílios para o preparo do sushi:

  • Faca especial para cortar o sushi;
  • Esteira para enrolar o sushi (sudare);
  • pote com água (para umedecer mãos e ingredientes);



Acompanhamentos e utensílos para se comer o sushi:

  • Raiz Forte (wasabi);
  • Molho shoyu;
  • Hashis (talher japonês)
Tarde do Sushi (Parte - VI): Gincana com as 7ªs e 8ªs séries


Alguns alunos das 8ªs séries já haviam participado da primeira Tarde do Sushi. Porém, para os alunos das 7ªs séries tudo foi novidade.




Após a apresentação sobre a História do sushi, seus ingredientes e sua técnica de preparo, o sushiman Marcel propôs uma gincana entre os alunos. Quatro deles foram escolhidos para fazer uma competição. Todos juntos deveriam, cada um, preparar o seu sushi para ver quem se saiaria melhor. O resultado foi muito divertido e os próprios alunos, depois de preparar seu sushi, deveriam experimentá-lo. Na foto abaixo, alunos disputam quem consegue fazer o melhor sushi.















Definitivamente, a Tarde do Sushi foi um momento agradável de aprendizado para os alunos. Pedagogicamente falando, foi um momento onde o lúdico transformou informação em conhecimento. Em outras palavras, os alunos aprenderam brincando, divertindo-se. O apoio da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (Cenp) da Secretaria de Estado da Educação foi primordial para que a Tarde do Sushi tivesse resultados tão expressivos. Certamente, a Tarde do Sushi ficará para sempre na memória dos alunos participantes.


Tarde do Sushi (Parte - V): 5ªs e 6ªs séries se surpreendem com o wasabi


Foi certamente uma tarde diferente, curiosa e cheia de surpresas para os alunos das 5ªs e 6ªs séries da Escola Estadual Barnabé. Muitos dos alunos das 5ªs e 6ªs séries já tinham ouvido falar do suhi, mas nunca tiveram a oportunidade de experimentá-lo. Na foto abaixo, professora Mônica explana sobre o projeto Viva Japão.





Uma aula de culinária japonesa foi a forma lúdica que os professores Marcelo e Mônica encontraram para atrair a atenção de seus alunos para a questão da presença dos japoneses no Brasil. Apredendo a fazer o sushi, os alunos aprenderam também um pouco mais da História da presença de japoneses e seus descendentes em terras tupiniquins. Na foto abaixo, alunos das 5ªs e 6ªs séries assistem à apresentação da Tarde do Sushi.





O sushiman Marcel, proprietário do Restaurante Sea House, explicou, com riqueza de detalhes, todos as etapas do preparo do sushi. Na foto abaixo, o sushiman Marcel durante sua performance.




Um dos momento marcantes da "Tarde do Sushi" foi, sem dúvida, quando os alunos puderam conhecer o Wasabi (espécie de pasta feita com uma raiz de gosto forte) que é colocado no sushi. Ao cheirarem o wasabi, muitos dos alunos fizeram cara de espanto, pois seu cheiro é bem forte, lembrando a pimenta malagueta. Na foto abaixo, os alunos conferem o cheiro forte do wasabi.











Tarde do Sushi (Parte - VII): Exposição de Arte - Brasil e Japão através da releitura de uma obra de Tomie Ohtake


A Tarde do Sushi serviu também como momento para a exposição de alguns trabalhos realizados pelos alunos das 7ªs e 8ªs séries. A proposta foi que a partir de uma tela pintada pela artista plástica Tomie Ohtake, os alunos fizessem uma releitura da mesma. Na foto abaixo, obra de Tomie Ohtake, sem título, que serviu de inspiração pra os alunos.




Sob a supervisão do professor Marcelo e da professora Juliana (Educação Artística), os alunos soltaram a criatividade e o resultado foi muito positivo. Abaixo, algumas das obras feitas pelos alunos que misturam traços das culturas brasileira e japonesa.












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A Tarde do Sushi (Parte - VIII): Preparando o cenário

Não foram somente os sushis que fizeram o sucesso da Tarde do Sushi. A preparação do cenário também foi etapa primordial para que o projeto desse certo. Toda a decoração do refeitório, onde foi realizado o projeto, foi feita pelos alunos das 8ªs séries do período da tarde. Foi graças aos esforços deles que o refeitório se tornou um ambiente agradável e com a cara do Japão-brasileiro.

















Vale ressaltar que o sucesso de um projeto não depende somente de uma pessoa, mas de toda uma equipe que trabalha em conjunto. Gostariamos de agradecer a toda equipe que contribuiu para que o projeto acontecesse. Agradecemos à Dona Irani Abud (diretora da escola), à Ana Paula Delaporta (vice-diretora), à Viviane Daud (coordenadora pedagógica); Aos alunos Diego, Lenise, Keite, Jessica e Izabela (das 8ªs séries da tarde); À equipe da Cenp que aprovou e disponibilizou recursos para que o projeto fosse realizado; À Professora Juliana de Educação Artística; À Dona Gil que nos cedeu a cozinha e o refeitório; À todos os professores, inspetores e serventes da Escola Barnabé que direta ou indiretamente contribuiram para que o projeto fosse concretizado.

Fazemos também um agradecimento especial ao Sushiman Marcel do Restaurante Sea House e sua assistente Amanda que vieram de São Paulo para realizar este verdadeiro workshop.

Obrigado a todos vocês!

Abraços dos professores Marcelo e Mônica


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09 novembro 2007

Exposição do Porto


No dia 9 de novembro de 2007 foi realizada, na escola Barnabé, a Exposição sobre o porto de Santos. Organizada pelas professoras Dagmar (Geografia) e Lucíola (História), a exposição teve a participação dos alunos do Ensino Médio, que montaram e monitoraram os estandes.

Nas fotos abaixo: 1- Aluno-monitor explica a maquete da área do porto de Santos; 2- Prof. Marcelo e Profª Mônica junto com as professoras coordenadoras da exposição Lucíola e Dagmar; 3- Prof. Marcelo apontando a Escola Barnabé na foto aérea do Centro Histórico; 4- Profª Hilda com as sacas de café; 5- Professores do fundamental reunidos na exposição; 6- Prof. Marcelo junto à maquete do porto de Santos.













24 outubro 2007

Projeto Relíquias da Escola Barnabé

Pelo segundo ano consecutivo, os alunos do ensino fundamental participam do Pro
jeto Relíquias da Escola Barnabé. Através de técnicas de preservação de objetos antigos, os alunos do ensino fundamental ajudam a guardar a memória da escola.